Trabalhos Científicos

REGULAMENTO

  • O prazo para submissão de resumos é 04/03/2024.

  • O texto do resumo não deve exceder 3000 caracteres com espaços, excluindo título, autores e filiação; use fonte Times New Roman, tamanho 11, cor preta e espaço simples; apoios devem ser inseridos no final do resumo.

  • O resumo deve ser objetivo e conciso, com informações essenciais em suas diferentes sessões. Tipo de resumo: estruturado, de acordo com modelo abaixo. Título do resumo em negrito, fonte Times New Roman, tamanho 14, seguido pelo nome completo dos autores e a identificação das instituições envolvidas.

  • As referências bibliográficas devem ser mantidas a um mínimo e, se utilizadas, devem seguir as instruções do Comitê Internacional de Editores de Revistas Biomédicas (International Committee of Medical Journal Editors – ICMJE), disponíveis no site http://www.icmje.org/urm_main.html

  • Os resumos serão enviados exclusivamente pelo site oficial do evento.

  • Pelo menos um dos autores deve estar inscrito no evento e com inscrição paga;

  • Trabalhos encaminhados por estudantes de graduação devem ter pelo menos um professor(a) como autor.

  • Os trabalhos científicos aceitos deverão ser apresentados no formato impresso (pôster) e deverão respeitar as seguintes dimensões: 120 cm de altura x 90 cm de largura. Preferencialmente pôster com canaleta e cordão para fixação nos painéis de exposição do evento.

  • Os pôsteres ficarão expostos durante todo o evento. O autor do trabalho deverá estar presente nos horários indicados no programa do evento para responder aos comentários e perguntas do público presente e da Comissão Avaliadora. Os pôsteres serão avaliados por uma comissão científica, que indicará os melhores trabalhos para premiação, todos receberão certificados.

  • Ao submeter o resumo o autor autoriza a publicação do mesmo, se aprovado, nos Anais do 20º Endofeminina.

  • Demais informações sobre a apresentação serão enviadas ao autor correspondente após aprovação do trabalho.

MODELO DE RESUMO:

Deficiência de vitamina D e polimorfismos do gene VDR em mulheres na pós-menopausa: associações com pressão arterial de acordo com as diretrizes do ACC/AHA de 2017

Betânia Rodrigues dos Santos1,2; Gislaine Krolow Casanova1,3; Thais Rasia da Silva1; Lucas Bandeira Marchesan1; Karen Oppermann4; Poli Mara Spritzer1,2

1 Unidade de Endocrinologia Ginecológica, Serviço de Endocrinologia, Hospital de Clínicasde Porto Alegre; Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil; 2 Laboratório de Endocrinologia Molecular, Departamento de Fisiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil; 3 Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil; 4 Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo e Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil.

Introdução: A pós-menopausa está associada a um fenótipo desfavorável no perfil hormonal e metabólico que coletivamente podem contribuir para um risco aumentado de doença cardiovascular. A deficiência de vitamina D é frequente nessas mulheres e tem sido relacionada a um risco aumentado de desenvolver hipertensão. As ações da vitamina D são moduladas pelo receptor da vitamina D (VDR), e polimorfismos no gene do VDR estão associados a alterações metabólicas em diferentes populações. Objetivos: avaliar em mulheres pós-menopáusicas: 1) os níveis séricos de vitamina D, 2) a prevalência de deficiência de vitamina D, 3) as frequências dos genótipos de polimorfismos no gene VDR e 4) determinar se a deficiência de vitamina D e as variantes do gene VDR estão associadas com pressão arterial elevada e hipertensão arterial sistêmica de acordo com os critérios do American College of Cardiology e da American Heart Association (ACC/AHA) de 2017. Métodos: Estudo transversal com análise de 339 mulheres na pós-menopausa sem doença clínica evidente. Os níveis de pressão arterial foram definidos de acordo com os pontos de corte das diretrizes do ACC/AHA de 2017. Níveis circulantes de 25(OH) D foram considerados deficientes se <20 ng/mL. Os polimorfismos Fok-I, Bsm-I, Apa-I e Taq-I no gene do VDR foram genotipados por Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em tempo real, com ensaio de discriminação alélica. Resultados: A média da 25(OH)D sérica total foi de 22,99 ± 8,54 ng/mL e 40,1% das participantes apresentaram deficiência de vitamina D. No geral, 7,7% apresentaram pressão arterial elevada, 36,6% estavam no estágio 1 e 37,8% no estágio 2 de hipertensão. A 25(OH)D total (p= 0,014) e livre (p= 0,029) foi inferior no grupo de estágio 2 de hipertensão em relação ao grupo com pressão arterial normal. Os genótipos CC+CT do polimorfismo Bsm-I e os genótipos AA+AG do Taq-I foram mais frequentes em mulheres no estágio 2 de hipertensão (Bsm-I CC+CT: 85,8% vs. TT: 14,2%, p= 0,045; Taq-I AA+AG: 91,3% vs. GG: 8,7%, p= 0,021). Idade (RP 1,058; IC 95% 1,033-1,083; p<0,001), IMC (RP 1,046; IC 95% 1,025-1,068; p<0,001), deficiência de vitamina D (RP 1,333; IC 95% 1,016-1,749; p= 0,038) e o polimorfismo Taq-I (RP 1,764; IC 95% 1,030-3,019; p= 0,039) foram associados com maior risco de apresentar hipertensão no estágio 2. Mulheres com deficiência de vitamina D e o genótipo AA+AG do polimorfismo Taq-I tiveram 33% e 76% mais probabilidade de ter hipertensão no estágio 2, respectivamente, mas essas análises perderam significância quando ajustadas para idade e IMC. Conclusão: estes resultados sugerem que mulheres na pós menopausa, com deficiência de vitamina D e presença do polimorfismo Taq-I do gene VDR são mais suscetíveis para desenvolver estágio 2 de hipertensão, dependendo da idade e do IMC. [RP: razão de prevalência]. Apoio: Instituto Nacional de Hormônios e Saúde da Mulher e FIPE/HCPA.